TDAH

  • 12/02/2016
  • por Clínica Vivacità
  • em Artigos
  • Saúde Mental

Não quero hoje usar termos técnicos científicos para falar dos Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Neste mesmo site vocês terão a visão psiquiátrica e a psicológica deste que parece ser o mais famoso dos transtornos de aprendizagem.

Vamos olhar para a criança que é conduzida por um adulto angustiado a procura de paz. Sim, paz! Os pais, professores e colegas de quem tem o TDAH querem apenas tranquilidade.

Então vejamos a criança que provavelmente já deixou a todos na recepção de cabelos em pé. Provavelmente terá mexido em tudo ou, se muito contido pelo responsável, agitará os pés no sofá, numa inquietude motora sem fim – caso o transtorno que o acomete seja predominantemente hiperativo. Podemos ver também uma criança tímida, acanhada que dormirá enquanto espera ser atendida – provavelmente o transtorno seja predominantemente desatento.

Por sua vez, a mãe ou responsável desatará a falar o quanto a criança é desorganizada, que perde tudo, que não para nunca, que briga com todos os colegas e até com os adultos. Poderá por outro lado dizer que a criança é “lerda”, “lenta feita uma tartaruga”, “esquecida ”e até mesmo, “burra”.

E a criança que já ouviu centenas de vezes tudo isso se sente uma fracassada. Frequentemente refere-se como burra, nervosa, chata, desastrada, feia. Assim se vê, assim está sua autoestima.

O que vejo, todavia, é um ser suplicando para ser aceito e que não compreende o que acontece com ele, que não consegue seguir os padrões dos outros, que tentou por tantas vezes ser igual e por tantas falhou que desistiu.

Vejo uma pessoa que tem o pensamento tão acelerado que não consegue frear seus impulsos e se mostra impaciente e tem dificuldade de esperar que o outro entenda o que quer e dessa forma, intromete-se na conversa dos outros, não obedece fila, age e depois, muitas vezes, se arrepende. Nas reações explosivas súbitas diz o que lhe vem a mente e pode até ferir o outro fisicamente, mas que logo em seguida sequer se lembra do ocorrido e a raiva e o ressentimento duram poucas horas ou dias.

Ao executar as técnicas arteterapêuticas essas pessoas são as mais originais no desenvolvimento. Muito raro seguem os procedimentos habituais, mas se desejam fazer algo, encontram as formas mais originais e tudo se transforma em desafio. Acho mágico observar os caminhos que inventam, o pensamento que vai longe e sempre volta com o inusitado. E apaixonada por esses seres especiais peço licença para acompanhá-los. Me envolvo em seus desafios, peço para planejar, lembro da determinação, incentivo porque sei que é a única forma que tenho para que mantenham o foco, torno-me sua aliada e logo percebo que no espaço arteterapêutico sua autoestima cresce, seu autoconceito amplia e sentindo-se aceitos, aos poucos, aceitam o mundo dos outros, mesmo que sejam lerdinhos para seu tempo que urge e, as vezes ruge.

E você, conhece alguém que tenha esse transtorno ou houve alguma identificação com o texto? Venha conhecer o que a arteterapia pode te oferecer e acompanhe os próximos textos!

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